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Duas variantes genéticas poderiam multiplicar por sete o risco de calvície

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Cientistas da Universidade de Bona (Alemanha) e do King's College de Londres (Reino Unido) conseguiram identificar novos factores genéticos associados à calvície abrindo assim um importante caminho para encontrar uma solução para a perda de cabelo.

Estas novas variantes genéticas detectadas estão presentes em 14% da população, e segundo publica a revista 'Nature Genetics', poderia multiplicar-se por sete o risco de sofrer alopécia androgénica, perda do cabelo.

Os autores asseguram que a experiência é "um grande avanço", ainda que reconheçam que a solução para a calvície não está iminente. "Identificámos a causa. Encontrar um tratamento eficaz necessitará de mais investigação, mas sem dúvida demos o primeiro passo para consegui-la", assegura Brent Richards, um dos participantes no estudo Alopécia androgénica.

Deste modo ao poder predizer quem poderá perder o cabelo, poder-se-ão começar a aplicar novos tratamentos mais eficazes antes de se produzir uma queda maciça de cabelo. Assim, uma das terapias mais eficientes é a genética com o fim de corrigir os genes defeituosos.

A chamada alopécia androgénica é o tipo mais comum de calvície e afecta 40% da população adulta, tanto homens como mulheres. A partir dos 40, os cabelos que se perdem são cada vez mais finos e débeis até se converter em penugem ou não voltar a nascer.
Os primeiros sintomas de quem padece de alopécia começam na coroa ou nas entradas do crânio onde começam a ficar mais claro, passando a deixar a zona completamente despovoada no caso dos homens. Nas mulheres, a alopécia manifesta-se mais na parte dianteira e ainda que não deixe a zona despovoada como caso dos homens, deixa o cabelo mais ralo.